14/02/2014

PARKINSON












Parkinson é uma doença neurológica, crônica e progressiva, sem causa conhecida, que atinge o sistema nervoso central e compromete os movimentos. Quanto maior a faixa etária, maior a incidência da doença de Parkinson. De acordo com as estatísticas, na grande maioria dos pacientes, ela surge a partir dos 55, 60 anos e sua prevalência aumenta a partir dos 70, 75 anos.

Os sintomas da doença de Parkinson variam de um paciente para o outro. Em geral, no início, eles se apresentam de maneira lenta, insidiosa, e o paciente tem dificuldade de precisar a época em que apareceram pela primeira vez.
A lentificação dos movimentos e os tremores nas extremidades das mãos, muitas vezes notados apenas pelos amigos e familiares, costumam ser os primeiros sinais da doença. A diminuição do tamanho das letras ao escrever é outra característica importante.

Outros sintomas podem estar associados ao início da doença: rigidez muscular; acinesia (redução da quantidade de movimentos), distúrbios da fala, dificuldade para engolir, depressão, dores, tontura e distúrbios do sono, respiratórios, urinários.

Como é uma doença lenta, gradualmente progressiva (doença degenerativa) e sem uma cura radical, os pacientes e seus familiares podem demonstrar um impacto emocional ao primeiro informe sobre a existência da enfermidade. Entretanto, costuma haver uma boa adaptação dos pacientes a essa nova realidade de suas vidas. Existem inúmeros tratamentos que garantem aos pacientes uma longevidade semelhante à que teriam sem a enfermidade e uma vida normal por longos anos.

A grande arma para enfrentar a Doença de Parkinson pode ser a informação, principalmente dos cuidadores e familiares responsáveis. Estes devem sempre se manter informados sobre o que pode melhorar a vida
daquele que cuidam, seja em bibliotecas, Internet, associações de pacientes e, fundamentalmente, com o médico do paciente. Tornar-se um cuidador pode estar associado a uma mistura de emoções muito diferentes.

O ressentimento sobre a perda de sua privacidade e a frustração de perceber que não tem controle sobre o que acontece podem co-existir com o amor pela pessoa que tem a doença Parkinson e a satisfação decorrente de ajudá-la. Contudo, pela condição do paciente que está sendo cuidado, o cuidador deve sempre se lembrar de respeitar seu direito à privacidade e à preservação de sua identidade.

A toma dos medicamentos prescritos para a doença de Parkinson é fundamental porque ajudam a atenuar ou a estabilizar os principais sintomas, conferindo uma maior qualidade de vida ao doente. Faça questão de administrar os remédios diariamente, à mesma hora, sendo mais fácil gerir a sua distribuição ao longo do dia com o recurso a uma caixa própria para compridos, dividida para acompanhar as principais refeições. Siga sempre as indicações do médico e nunca altere a dosagem sem o seu consentimento.

Há também, cirurgia para o mal de parkinson, é claro que não oferece a cura mas melhora a qualidade de vida do paciente aumentado a esperança e auto estima.

Reservada para casos específicos, a chamada estimulação cerebral profunda pode ser uma das opções de tratamento para pacientes na fase moderada da doença.

Por meio do implante de marca-passo e de eletrodos em regiões profundas do cérebro, a cirurgia geralmente é realizada para diminuir complicações motoras decorrentes tanto da evolução da doença quanto do uso crônico de medicamentos.

Dentre as complicações, as mais incômodas são as chamadas discinesias – movimentos involuntários do corpo –, em geral associados ao uso das medicações. "Não é uma cirurgia curativa, serve apenas para diminuir esses sintomas. Ela deve ser encarada como mais uma opção de tratamento", explica o médico.

Uma outra opção é a acupuntura e a descoberta vem da Universidade de Seul, na Coreia do Sul. Os pesquisadores identificaram sinais de atividade em áreas da massa cinzenta afetadas pela doença depois de estimularem com agulhas um ponto na perna de indivíduos com o problema. A comprovação foi feita por meio de imagens de ressonância magnética. "A acupuntura pode promover a liberação de
neurotransmissores como a dopamina, que estão vinculados à melhora dos sintomas". Mas não são apenas os parkinsonianos os beneficiários da técnica. Outro estudo, realizado com 18 mil pessoas ao redor do globo, indica que o método auxilia a aplacar dores crônicas e até mesmo aquelas típicas de quadros de enxaqueca.



Fontes: Silveira /  http: / / drauziovarella.com.br / http://www.portal.novartis.com.br/  http://www.einstein.br/ http://saude.abril.com.br/
Vídeos:

http://www.youtube.com/